Fga. Haydée B. L. Zamperlini | Fonoaudióloga

Problemas da fala: como saber se a criança precisa de ajuda?

Nem toda criança precisa de tratamento, mas receber orientações de um especialista é fundamental.

Publicado em 28/06/2017

Fga. Haydée B. L. Zamperlini

Fga. Haydée B. L. Zamperlini - Fonoaudióloga

Colunista
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Problemas da fala: como saber se a criança precisa de ajuda?

Alguns sinais são observados em crianças que necessitam passar por uma avaliação Fonoaudiológica. Descartando a prematuridade, deficiência auditiva, síndromes, malformações e desordens neurológicas que poderão apresentar alteração no  desenvolvimento de fala, nos órgãos fonoauticulatórios (lábios, língua, palato e dentes) de fato, podem ser observado logo após o nascimento alguma alteração no posicionamento da língua (frênulo lingual), que pode ocasionar problemas na amamentação e, posteriormente, na mastigação e alterar a fala.

 

Aquisição da fala

 

 A aquisição da fala e linguagem acontece por etapas, inicia-se com o balbucio, depois com algumas palavras simples e frases curtas. A maioria das crianças inicia a fala aos 12 meses, claro que cada uma tem seu ritmo e, normalmente, vai depender dos estímulos dado a ela. Conversar com seu filho estimula-o a querer repetir estes sons mesmo que não sejam precisos e claros. Normalmente, as meninas tendem a adquirir a fala antes que os meninos.

 

Por volta do primeiro ano de vida a criança deve produzir ao redor de 10 palavras e compreender 20, segundo o Conselho Federal de Fonoaudiologia. Aos poucos este bebê aprende a usar as palavras para descrever o que vê, ouve, sente e pensa. Na medida que seu desenvolvimento mental/emocional vai amadurecendo, as regras de linguagem são aprendidas. Segundo pesquisadores, estas regras são adquiridas antes mesmo dos bebês murmurarem, pois eles aprendem com os adultos que o cercam e com quem eles usam a comunicação.

 

Os primeiros dois anos

 

Até os primeiros dois anos de vida, a criança deverá desenvolver sua fala, porém nem todas começam falar na mesma idade esperada. Algumas são mais lentas e necessitam que os pais ou adultos que a cercam recebam orientação para ajudá-las.

 

Os  fonemas (sons) mais difíceis para serem adquiridos são o L e R, e grupos consonantais. Normalmente as crianças que fazem estas trocas articulatórias são rotuladas, como  falar igual ao “Cebolinha”: lalanja( laranja) aleia, (areia), Lenata (Renata).

 

Crianças de 4 anos

 

Até 4 anos ou 4 anos e meio, a criança já deve se expressar com inteligibilidade, formando frases, cantando letras de músicas e contando estórias. Espera-se que todos os sons de fala estejam adquiridos.


Se as trocas articulatórias que iniciaram desde o momento da aquisição de linguagem persistirem, procure um profissional para orientá-lo para não aumentar a severidade do caso.

 

Crianças que apresentam rinites alérgicas ou otites de repetição normalmente apresentam trocas na fala.

 

Chupetas e mamadeiras

 

Estes artifícios favorecem e modificam as arcadas dentárias, posicionamento de lábios e língua, ocasionado uma má erupção dentária. A intervenção de uma fonoaudióloga pode ajudar na retirada dos hábitos de sucção e orientação.

 

Quando a criança apresenta uma fala inteligível, normalmente os pais tendem a ajudá-lo criando uma ansiedade na correção, podendo assim desenvolver uma “disfluência de fala” (um fenômeno comum que ocorre em crianças de 3 a 4 anos na fase de estruturação da linguagem) chamada de “gagueira”. Em alguns casos pode ser temporária esta disfluência ou sinalizar um processo realmente de Gagueira (fator fisiológico), mais uma vez, a  Fonoaudiologia pode orientá-lo e avaliar como o tratamento será norteado.

 

Se a criança está passando por constrangimento porque não estão entendendo sua fala, não espere até 4 a 5 anos, quando normalmente são indicados pelo pediatra e escola, para uma avaliação Fonoaudiológica. Procure um profissional habilitado para orientá-lo.


Dica 

 

Seu filho pode apresentar algum problema enquanto está aprendendo a falar e se comunicar, porém, na maioria das vezes, esta dificuldade pode desaparecer naturalmente até os 5 anos de idade com apenas uma boa orientação de um fonoaudiólogo.

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Sobre o colunista

Fga. Haydée B. L. Zamperlini

CRFa. 2 - 3468
 

Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia

Especialista em Motricidade Orofacial  pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia
Mestre em Distúrbios da Comunicação- Pontifícia Universidade  Católica de São Paulo  -  PUC-SP



Fonoaudióloga Clínica

Assessoria  Escolar